São José dos Campos
Brechó de luxo acusado de golpes faturou R$ 50,8 milhões em um ano e donos têm prisão mantida
O brechó de luxo Desapego Legal, alvo de investigação por aplicar supostos golpes em clientes e fornecedores, declarou à Justiça um faturamento de R$ 50,8 milhões apenas em 2023, segundo documentos do processo de recuperação judicial a que o portal teve acesso. Os donos do empreendimento, Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça do Piauí e foram presos em São José dos Campos.
De acordo com os demonstrativos financeiros apresentados pela própria empresa, as receitas brutas foram de R$ 48,8 milhões em 2022 e atingiram o pico de R$ 50,8 milhões no ano seguinte. Em 2024, entretanto, o faturamento despencou para R$ 5,6 milhões, com um prejuízo acumulado registrado de R$ 14,6 milhões.
O casal foi preso na última quinta-feira (29) no bairro Urbanova, em São José dos Campos, durante o cumprimento de mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça do Piauí. A defesa informou que o casal e a empresa estão em processo de recuperação judicial, com um plano que relaciona cerca de 700 credores e dívidas que somam aproximadamente R$ 20 milhões. Os advogados afirmam que os clientes vinham cumprindo todos os trâmites legais para resolver as pendências.
O caso, que foi revelado pelo Fantástico em 2025, envolve acusações de calotes que somavam cerca de R$ 5 milhões no ano passado. A lista de credores no processo inclui valores individuais superiores a R$ 1 milhão. A administradora judicial do caso mencionou em relatório dúvidas sobre a viabilidade econômica da empresa e a compatibilidade da movimentação financeira com a operação do brechó.
