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Caçapava

Especialista celebra veto do Ibama a termelétrica em Caçapava como “vitória da sociedade civil do Vale do Paraíba”

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A decisão do Ibama de negar a licença prévia para a construção da que seria a maior termelétrica do país em Caçapava foi celebrada por especialistas como uma vitória da mobilização popular e do jornalismo regional. O geógrafo Wagner Ribeiro, em entrevista à Rádio Brasil de Fato, destacou o papel fundamental da sociedade civil organizada do Vale do Paraíba no resultado.

“Esse processo se arrasta por alguns anos, e é muito interessante porque, nesse caso, conseguimos uma vitória da sociedade civil, que, de maneira organizada, promoveu uma série de debates, discussões, pressão junto à imprensa local, especialmente do Vale do Paraíba”, afirmou Ribeiro. O projeto, de responsabilidade da Termelétrica São Paulo Geração de Energia S.A. (controlada pela Natural Energia), foi barrado após a empresa ignorar duas solicitações do Ibama para complementar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

O especialista reforçou que a geografia do Vale do Paraíba – um corredor entre serras – foi um argumento crucial contra o empreendimento. “Qualquer volume de material poluidor vai percorrer uma vasta área, afetando várias cidades”, explicou. Ribeiro também apontou que a região tem potencial para fontes renováveis, como a energia solar, que seriam alternativas menos impactantes.

A mobilização contra a usina, que geraria energia a partir da queima de gás natural do pré-sal, contou com ampla participação de ambientalistas, moradores e veículos de comunicação da região, que pressionaram por maior transparência e rigor na análise dos impactos socioambientais. O veto do Ibama, comunicado na última semana, impede que o projeto avance para as próximas etapas do licenciamento.

Para Ribeiro, o caso de Caçapava serve como exemplo de como a articulação local pode influenciar decisões de grande impacto. “Quando a gente discute e analisa com seriedade, consegue ter resultados importantes”, concluiu.

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