Conecte-se conosco

Caçapava

Radialista questiona prefeito de Caçapava sobre condições do FUSAM e lista falta de insumos básicos

Publicado

de

A gestão do prefeito Yan Lopes enfrenta uma crise generalizada na saúde pública de Caçapava, com críticas que vêm tanto de dentro do hospital FUSAM quanto da opinião pública. Em discurso contundente, o radialista César Nascimento questionou publicamente o prefeito sobre as condições do único hospital público da cidade.

“Doutor, senhor entende o que é dor? Ô prefeito, entende o que é dor? Que o cara tá aí morrendo na cama, aguardando cirurgia. Quando que vai resolver?”, indagou Nascimento em seu programa, direcionando-se ao gestor municipal. O comunicador listou uma série de problemas estruturais: “Sucatear o hospital, sucatear FUSAM, cheio de bactéria, falta lençol, falta fralda”. Ele descreveu um cenário em que a falta de insumos básicos obrigaria a equipe a cogitar o retorno a fraldas de pano, comprometendo a higiene e a dignidade dos pacientes.

As denúncias do radialista ecoam as reivindicações dos servidores que já fizeram greve na cidade. O movimento foi deflagrado após a prefeitura interromper o fornecimento de almoço aos funcionários — um direito histórico para profissionais com jornadas de 12 horas — e alterar as regras do vale-alimentação, medida considerada pelo sindicato como uma quebra de acordo coletivo.

Nascimento reconheceu em sua fala que o prefeito “não tem poder de mandar nos médicos” para realizar cirurgias de forma imediata, mas argumentou que é responsabilidade da gestão “colocar todo o aparato” necessário e cobrar a eficiência do serviço. “Se ele colocar todo o aparato do médico que ele pode cobrar no médico. Ô, você tem que operar o cara agora”, afirmou.

A crise se aprofunda com as disputas sobre a gestão financeira municipal. Yan Lopes instalou um gabinete de crise em janeiro de 2025, alegando uma dívida de R$ 60 milhões — majoritariamente trabalhista — para justificar os cortes. Contudo, a ex-prefeita Pétala Lacerda contestou publicamente os números, afirmando que a dívida real deixada por sua gestão seria de R$ 28 milhões e já estava negociada no orçamento, sugerindo que o cenário financeiro atual estaria sendo mal interpretado ou exagerado.

Publicidade

A Prefeitura de Caçapava, por meio de sua assessoria, reiterou que enfrenta “muitos desafios para cumprir todas as promessas” e que as dificuldades financeiras limitam os investimentos. A reportagem aguarda um posicionamento oficial detalhado sobre as acusações de sucateamento e falta de insumos no FUSAM.

Continue Lendo
Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *