Caçapava
Mulher denuncia agressões, cárcere privado e ameaças em relacionamento abusivo e relata violência sofrida na noite de Natal em Caçapava
Uma mulher usou as redes sociais para relatar uma série de agressões físicas, psicológicas e episódios de violência que afirma ter sofrido ao longo de um relacionamento de cerca de seis meses. Segundo o depoimento, a relação nunca foi exposta publicamente e, desde o início, ambos teriam concordado em manter o vínculo de forma reservada.
De acordo com o relato, após os primeiros meses, o comportamento do companheiro passou a mudar, com atitudes de controle, ofensas constantes e episódios de agressividade. A mulher afirma que as agressões físicas começaram a se intensificar, com registros de testemunhas, incluindo vizinhos e câmeras de segurança do condomínio onde mora.
Um dos episódios narrados teria ocorrido após uma discussão, quando ela pediu que o homem deixasse sua residência. Ainda segundo o relato, ao sair, ele teria segurado sua cabeça e cuspido em seu rosto, situação presenciada por uma vizinha que interveio ao perceber a gravidade do ocorrido.
O caso mais grave, segundo a vítima, aconteceu na noite de Natal, entre os dias 24 e 25. Ela afirma que foi alvo de xingamentos, humilhações e acusações enquanto estava na casa da família do então companheiro. As ofensas teriam sido feitas em tom baixo para não serem ouvidas por outros familiares presentes.
A mulher relata que, ao tentar se defender verbalmente, a situação escalou para violência física. Ela afirma que foi agredida dentro da residência, sofreu socos, foi imobilizada com um golpe no pescoço e ficou impedida de sair do local, caracterizando, segundo seu depoimento, cárcere privado. Ainda de acordo com o relato, familiares do agressor também teriam participado das agressões.
Após conseguir sair do local, a vítima afirma que buscou ajuda, tentou registrar ocorrência e procurou atendimento médico para realização de exame de corpo de delito. Ela também relata dificuldades em obter atendimento imediato por parte das autoridades naquela madrugada.
Em seu depoimento, a mulher afirma que decidiu tornar o caso público para alertar outras mulheres e encorajá-las a denunciar situações semelhantes. Ela destaca que recebeu relatos de outras vítimas que alegam ter passado por experiências parecidas com o mesmo homem.
O caso levanta novamente o alerta sobre a violência doméstica e a importância da denúncia. Situações de agressão física, psicológica, cárcere privado e ameaças configuram crimes previstos na legislação brasileira, especialmente pela Lei Maria da Penha.
Em casos de violência contra a mulher, a orientação é buscar ajuda imediatamente, registrar boletim de ocorrência e acionar os canais de apoio disponíveis, como o 190 (Polícia Militar) em situações de emergência e o 180 (Central de Atendimento à Mulher), que funciona 24 horas.